A ingestão de bebidas alcoólicas é comum em nossa sociedade. Hoje em dia a maioria dos programas de lazer das pessoas de alguma forma envolve álcool. É o chamado “beber socialmente”, ou seja, ingerir bebidas alcoólicas moderadamente em algumas ocasiões. Entretanto, essa prática vem se tornando o primeiro passa para o alcoolismo, por isso muitos especialistas contestam o limite entre o “beber socialmente” e a dependência alcoólica.

As pesquisas apontam que 20% dos brasileiros bebem além da quantidade permitida. Os problemas relacionados ao consumo de álcool são inúmeros, uma pessoa que trabalha e bebe, por exemplo, tem um rendimento 20% menor do que um trabalhador que não faz consumo de bebidas alcoólicas. Além disso, as pesquisas apontam que 65% dos acidentes de trabalho estão relacionados às drogas e ao álcool, fora os incontáveis prejuízos para o sistema de saúde e para a estrutura psicológica familiar dos consumidores ativos das bebidas alcoólicas.
As pessoas em suas atividades sociais procuram o álcool em busca de uma desenvoltura maior, a sensação se relaxar e poder “se soltar” dentro dos círculos sociais. Os consumidores de fins de semana procuram as sensações momentâneas do álcool, porém, muitas vezes, perdem o controle sobre as suas consequências e acabam encontrando o caminho da dependência. A primeira sensação ao beber é a euforia, porém quando o controle não é mantido a consciência e os controles psicológicos começam a serem perdidos; o autocontrole e a coordenação motora ficam comprometidos, pois o álcool afeta o sistema nervoso central. A pessoa embriagada apresenta tonturas, dificuldades na fala, problemas de locomoção, confusão psicológica, desmaios, vômitos, aumento da frequência cardíaca e da pressão sanguínea.
A maioria das pessoas que consomem bebidas alcoólicas acredita que obtém pleno controle de sua situação em relação à bebida, entretanto, o uso contínuo a médio e a longo prazo pode causar sérios danos a saúde. Dessa forma, se você não consegue passar muito tempo longe de uma dose, consome de maneira exagerada no meio social, ou precisa de uma bebida para dormir o sinal de alerta precisa estar ligado, pois pode ser o inicio de uma dependência. Os primeiros sintomas de uma dependência são: necessidade de doses sempre maiores do que as habituais, abstinência, problemas familiares e sociais, seu dinheiro não é suficiente para a compra de bebidas, demora mais tempo do que o normal para ficar embriagado, bebe demais e se arrepende no dia seguinte. Esses são apenas alguns exemplos do inicio de uma dependência para quem “bebe socialmente”.
O consumo de bebida alcoólica é um entrave em nossa sociedade, pois ao mesmo tempo em que a maioria das pessoas considera essa atividade um exercício de lazer, seu lado nocivo também é um problema. Não há problemas em “beber socialmente”, especialistas apontam que algumas bebidas, como o vinho, podem ser benéficas a saúde em seu consumo durante a vida. A questão que permeia nosso cotidiano são os limites que são impostos entre a diversão e o exagero, beber com os amigos para se divertir não pode ser algo condenável quando não implica em uma situação que pode causar riscos ao consumidor e a sociedade. Consciência e bebida podem ser palavras opostas, mas precisam estar sempre presentes quando se começa a beber o primeiro copo. O alcoolismo e o “beber socialmente” podem ser um processo de continuidade quando se perde o controle entre o prazer e o vício.
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